Mudanças à vista nos EUA… Ou não!!!

Novembro 5, 2008 by reportercorona

908083-8355-ga

Nascido no Havaí há 47 anos, de mãe branca e pai negro do Quênia, Barack Husseim Obama, do Partido Democrata e representante de Illinois no Senado vem fazendo história no seu país há 21 meses, desde quando decidiu se candidatar contra a poderosa senadora pelo Estado de Nova York, Hillary Rodham Clinton, ex-primeira dama por oito anos.

Audacioso, pois, além de negro, num país onde o racismo continua presente, Obama ia lutar contra a máquina dos Clinton dentro do Partido Democrata. Mas ele não se intimidou e sequer deixou que os correligionários usassem o tom de sua pele na campanha. Contra ou a favor. Sua primeira vitória foi isolar essa cor que parece estigma nos EUA.

E o que parecia impossível aconteceu. Obama venceu as primárias, deixou a Hillary para trás e já vinha conquistando mais e mais democratas. O garoto que cresceu entre as areias do Havaí e a ditadura de Suharto, na Indonésia, foi colecionando troféus e arrecadando fundos de campanha que atingiram quase US$ 700 milhões.

Dizer que ele inicia uma nova era nos EUA é “chover no molhado”, tal a evidência. Mais do que isso, Obama não terá aqueles famosos “cem dias” de trégua concedidos a presidentes eleitos. Logo depois da valsa que vai dançar com sua mulher Michelle Obama, ainda de ressaca da festa da noite da posse, o novo presidente terá a árdua tarefa de tentar salvar os Estados Unidos a cada dia mais próximo do precipício.

E os norte-americanos, povo responsável pelas maiores contradições da história do mundo, assiste a mais uma: de onde quer que ele esteja, um outro Husseim, o Saddam deve estar rolando de rir com as ironias do destino…

Abração!

O brasileiro sabe mesmo perder???

Novembro 3, 2008 by reportercorona

Amigos. Não queria escrever sobre o ocorrido no fim de semana aqui em São Paulo, no Autódromo de Interlagos, na última prova do campeonato de Fórmula 1. O Brasil inteiro acompanhou, torcendo, vibrando, xingando, como há muito não se via em corridas de carros no Brasil. Claro, ficamos todos tristes pelo que aconteceu com o piloto brasileiro do momento, Felipe Massa, mas resolvi escrever algumas considerações sobre o ocorrido.

Felipe Massa não perdeu o campeonato no domingo, depois da bandeirada final. Massa veio perdendo o campeonato durante todo o ano, em erros e mais erros, alguns imperdoáveis, tanto dele como da equipe dele, a até então impecável Ferrari. Erros como aquela saída errada dos boxes, que vai ficar na história, com Massa saindo e a mangueira de combustível pendurada no carro; erros de estratégia em corridas com chuva; erros em tentativas de ultrapassagens e largadas equivocadas… Enfim, não adianta nada chorar pelo leite que vem sendo derramado desde a primeira corrida do ano.

Palmas para Massa sim, que lutou como há tempos não se via um piloto brasileiro lutar por um título de Fórmula 1. Mas palmas mais efusivas para o campeão, Lewis Hamilton, que foi impecável, perfeito, frio e calculista durante todo o torneio. Até na última corrida, na qual ele chegou à última posição que lhe garantiria o título… Ou seja, o inglês fez o necessário para ser campeão.

Rubinho - Final melancólico para o piloto Rubens Barrichello. Um dos melhores pilotos brasileiros da Fórmula 1 termina a última prova de 2008 sem perspectivas para 2009. Pode estar entrando num processo de aposentadoria forçada. Uma pena, para um piloto que foi extremamente injustiçado durante toda a sua carreira. Desde a morte de Senna, ele foi colocado como um “salvador da pátria”, o substituto do mito, o que não aconteceu e nunca aconteceria.

É complicado comparar um bom piloto a um fenômeno, um monstro das pistas. Primeiro porque Rubens sempre esteve em equipes pequenas, que nunca passavam de medianas. Segundo porque, quando foi para uma equipe de ponta, como a Ferrari, foi obrigado a viver à sombra de Michael Schumacher, outro monstro do volante, sem espaço nem mesmo para ganhar corridas. Quantas e quantas corridas Rubens foi impecável, mas na última volta tinha que ceder a posição ao seu companheiro de equipe? E, mesmo assim, acabou como vice-campeão nos anos de 2002 e 2004. Precisamos mesmo tirar o chapéu para Barrichello, que agüentou tudo isso, mais as críticas da imprensa brasileira mal-acostumada e hoje é o piloto com mais corridas na história da Fórmula 1.

Vamos reconhecer o campeão sim, mas vamos reconhecer quem sempre lutou para ter um lugarzinho ao sol, mesmo que não seja nas primeiras posições!

Abraços!

O marketing foi eleito!!!

Outubro 27, 2008 by reportercorona

Amigos! Depois de quase um mês com o blog inativo, resolvi voltar com força total. Primeiro, quero explicar os motivos da minha ausência. As eleições me tomaram muito tempo nos últimos meses. Como editor de jornal, tenho que acompanhar todas as movimentações dos candidatos e, além disso, as possíveis mudanças que ocorrerão na Prefeitura no ano que vem.

E, até por conta desta atenção especial que dei para as eleições, percebi diversas coisas nas campanhas dos candidatos à Prefeitura de São Paulo. E cheguei a uma conclusão: o marketing é o novo prefeito de São Paulo. Sim, a propaganda feita pelos candidatos vale muito mais que as propostas e explicações. Cada uma do seu jeito, mas as campanhas publicitárias foram as estrelas destas eleições.

Vou fazer uma breve análise de cada candidato e sua respectiva campanha.

Geraldo Alckmin era sim a melhor opção para a Prefeitura de São Paulo. Alckmin era o mais preparado, já havia sido governador do Estado, com alto índice de aprovação e era, dentre todos os candidatos, um dos que tinham maior experiência administrativa. O grande problema é que, erroneamente, o partido (PSDB) não acreditou nele e não usou de todas as táticas marketeiras em sua campanha. Ele foi literalmente engolido por Marta e Kassab.

Por falar em Marta Suplicy (PT), a campanha de marketing dela até foi boa, se utilizou de táticas que foram vencedoras com o presidente Lula nas eleições de 2002 e 2006. Porém, todo mundo sabe que, no futebol, a mesma tática não vence todos os jogos. Além disso, Marta jogou muito no “erro do adversário”, esperando um deslize de Kassab e Alckmin para explorar na propaganda, o que pouco aconteceu.

Gilberto Kassab e sua equipe deram um verdadeiro show de marketing. Foram muitas ações que chamaram a atenção, desde um jingle muito bem feito, daqueles de ficar na cabeça do povo, até páginas na internet específicas para a campanha, além da página principal. Por falar nisso, Kassab foi o que mais usou o virtual e o lúdico para conquistar o eleitor. Basta ver o Kassabinho, que a criançada adorou. Ou seja, a equipe de marketing transformou o atual prefeito em um verdadeiro astro de rock! Basta ver as pesquisas: em meados de agosto, o candidato do DEM tinha 9% das intenções de voto, e tudo mudou quando começou a propaganda eleitoral.

O ponto negativo desta campanha, que selou definitivamente a derrota de Marta para Kassab, foi ela tentar atacar o prefeito com aquela conversinha de “ele é casado, tem filhos?” Isso, meus amigos, foi um tremendo tiro n’água, não fez efeito nenhum, e para piorar, se virou contra ela, que saiu como preconceituosa.

E, neste ponto, tiro o chapéu para o Kassab. Ele poderia ter explorado o fato de Marta trair Eduardo Suplicy com um malandro argentino, que ainda por cima ganhou cargo e salário astronômico na Prefeitura quando Marta era prefeita, além da candidata continuar usando o nome do ex-marido nas campanhas. Mas não usou nada disso. Atacou sim, mas com classe, com números e documentos fundamentados que realmente arrebentaram com as pretensões de Marta.

Amigos, a conclusão que chegamos é que o marketing pode tudo, absolutamente tudo. Entre todas as coisas que o marketing pode, também está a força de eleger quem ele quiser para a Prefeitura da maior e a mais importante cidade do Brasil.

Abração!